O presidente dos Estados Unidos anunciou uma série de tarifas recíprocas aplicadas a mais de 180 países, mas deixou de fora nações sob sanções ou com relações comerciais limitadas. Entre os excluídos estão Rússia, Belarus, Coreia do Norte e Cuba, que já enfrentam restrições econômicas e políticas há anos. Além disso, México e Canadá, grandes parceiros comerciais, foram isentos devido a acordos prévios, como o USMCA, que estabelece regras específicas para importações.
As sanções contra a Rússia, por exemplo, incluem bloqueios a sistemas financeiros e proibições de exportação de tecnologia, enquanto Cuba sofre um embargo econômico há décadas. Já a Coreia do Norte tem um histórico de medidas restritivas devido ao seu programa nuclear, mas sua relação comercial com os EUA é quase inexistente, limitando-se a ajuda humanitária. Essas exclusões refletem uma estratégia que prioriza pressão econômica sobre nações com superávits significativos ou disputas comerciais não resolvidas.
A lista de isenções também inclui países como Burkina Faso, Cazaquistão e Vaticano, cujos volumes de comércio com os EUA são insignificantes. Especialistas destacam que a medida busca equilibrar retaliações sem prejudicar relações já fragilizadas por sanções ou acordos bilaterais. O anúncio das tarifas, no entanto, gerou reações imediatas nos mercados, com quedas nas bolsas globais e temores de escaladas protecionistas.