O presidente dos Estados Unidos anunciou uma série de tarifas recíprocas aplicadas a mais de 180 países, mas deixou de fora uma lista específica de nações. Entre os excluídos estão países que já enfrentam sanções econômicas, como Rússia, Belarus, Coreia do Norte e Cuba, além de parceiros comerciais como México e Canadá, que possuem acordos tarifários próprios. A medida reflete uma estratégia para evitar duplicação de penalidades ou proteger relações comerciais já estabelecidas.
Os países sob sanções têm restrições adicionais, como bloqueios financeiros e proibições de importação e exportação. No caso da Rússia, as sanções foram intensificadas após a invasão da Ucrânia em 2022, incluindo limitações ao setor energético. Já Cuba enfrenta um embargo econômico há décadas, condenado pela ONU, mas mantido pelos EUA. Essas nações, devido ao isolamento ou às barreiras existentes, não foram incluídas no novo pacote tarifário.
Canadá e México, por sua vez, foram excluídos por integrarem o Acordo USMCA, que prevê regras comerciais específicas. A lista de isenções também inclui países com baixo superávit comercial com os EUA ou relações limitadas. Especialistas destacam que a medida busca equilibrar pressões econômicas sem afetar negócios já consolidados, enquanto reforça medidas punitivas contra nações que desafiam as políticas norte-americanas.