As novas tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros de máquinas e equipamentos podem reduzir significativamente a competitividade do setor no mercado americano. De acordo com alertas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os EUA são o principal destino das exportações do setor, representando 7% do faturamento. Com a medida, os produtos nacionais ficarão menos atraentes em comparação aos concorrentes locais.
Outro desafio é o possível desvio de comércio, já que países como China, Japão e nações europeias, que enfrentarão tarifas mais altas nos EUA, podem buscar mercados alternativos, como o Brasil. Em 2023, mesmo com queda no consumo interno, as importações chinesas cresceram 34%, reduzindo a participação da indústria nacional de 60% para 54% no mercado doméstico. Além disso, o aumento nos custos de insumos, como o aço, já vinha pressionando a competitividade do setor.
Como solução, especialistas defendem uma política de escalada tarifária no Brasil, com taxas progressivas conforme o nível de processamento dos produtos, para incentivar a agregação de valor local. Negociações diplomáticas também são apontadas como essenciais para mitigar os impactos das novas tarifas americanas e proteger a indústria nacional.