O presidente dos Estados Unidos detalhou nesta quarta-feira (2) um conjunto de tarifas recíprocas para países que cobram taxas sobre produtos norte-americanos, chamando a medida de “Dia da Libertação”. Em coletiva, ele afirmou que as novas regras representam uma “declaração de independência econômica” e visam proteger os contribuintes dos EUA, que, segundo ele, foram “enganados por anos”. Além das tarifas recíprocas, outras medidas já anunciadas entraram em vigor, como taxas de 25% sobre carros importados e produtos que não se enquadram no USMCA, acordo comercial entre EUA, México e Canadá.
As incertezas sobre o impacto dessas tarifas têm afetado os mercados financeiros globais e provocado reações de diversos países. No Brasil, o Senado aprovou um projeto que autoriza o governo a retaliar nações que imponham barreiras comerciais aos produtos brasileiros, após o país ser citado como alvo potencial das novas taxas. O movimento reflete a tensão crescente no comércio internacional, com governos buscando mecanismos de defesa contra possíveis retaliações.
A medida foi anunciada como parte de uma estratégia para reduzir a dependência de produtos estrangeiros, mas especialistas questionam os efeitos a longo prazo na economia global. Enquanto o governo dos EUA sinaliza flexibilidade para acordos, a implementação das tarifas já gera preocupação entre parceiros comerciais. A situação permanece em desenvolvimento, com expectativa de novas negociações nos próximos dias.