As novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos entraram em vigor neste sábado (5), ampliando a guerra comercial iniciada nos últimos anos. A medida estabelece uma sobretaxa de 10% sobre grande parte das importações, com exceções como produtos farmacêuticos, minerais estratégicos e hidrocarbonetos. Canadá e México, parceiros no acordo T-MEC, têm regras diferenciadas, enquanto países como China, União Europeia e Vietnã enfrentarão aumentos ainda maiores a partir de 9 de abril, chegando a mais de 50% em alguns casos.
A China reagiu anunciando tarifas adicionais de 34% sobre produtos americanos e controles sobre a exportação de terras raras, essenciais para setores como tecnologia e saúde. O governo dos EUA alertou contra represálias, mas os mercados financeiros já sentiram o impacto, com quedas significativas em ações de empresas dependentes do comércio asiático. Enquanto isso, o presidente americano defende suas políticas, afirmando que trarão resultados históricos para a economia doméstica, apesar de críticos alertarem para riscos inflacionários e desaceleração econômica.
Especialistas e organizações internacionais, como a Unctad, destacam que as medidas prejudicarão principalmente os mais vulneráveis, aumentando custos para consumidores e pequenas empresas. O Federal Reserve também expressou preocupação com possíveis efeitos negativos no emprego e no crescimento. A escalada tarifária marca um novo capítulo na política comercial global, com incertezas sobre seu desfecho e impactos de longo prazo.