O anúncio das novas alíquotas de importação pelos Estados Unidos, divulgado nesta quarta-feira (2), ainda deixa incertezas sobre como serão aplicadas. De acordo com uma pesquisadora associada do FGV Ibre e professora da UERJ, a possibilidade de uma tarifa uniforme para todos os produtos seria inédita na história do país. Durante seu pronunciamento, o presidente exibiu uma tabela com a média de impostos cobrados por outros países contra os EUA, argumentando que as novas tarifas seriam cerca de metade desse valor, justificando a medida como uma resposta “gentil”.
Para o Brasil, a tarifa mínima estabelecida é de 10%, igual à média praticada pelo país contra os EUA. No entanto, produtos como aço e alumínio já enfrentam taxações maiores, de 25%, desde um decreto publicado em fevereiro. A pesquisadora destacou que não está claro se a nova taxa será aplicada igualmente a todos os produtos ou se haverá diferenciação para alcançar a média apresentada.
A medida, se implementada de forma uniforme, representaria uma mudança significativa na política comercial dos EUA. A pesquisadora ressaltou que, embora o cálculo pareça simples, a aplicação prática pode ser mais complexa, especialmente para setores já afetados por tarifas específicas. O anúncio segue sob análise, enquanto especialistas aguardam detalhes sobre como as novas regras serão executadas.