O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (2) a implementação de tarifas recíprocas sobre produtos importados, com o objetivo de equilibrar as relações comerciais. O Brasil será taxado em 10%, enquanto outros países terão alíquotas equivalentes a pelo menos metade do que cobram dos EUA. A medida, chamada de “Dia da Libertação”, visa reduzir a dependência de produtos estrangeiros e, segundo o governo americano, representa uma “declaração de independência econômica”.
Além das tarifas recíprocas, outras medidas já previstas entraram em vigor, como impostos de 25% sobre carros importados e produtos que não se enquadrem no USMCA, acordo comercial entre EUA, México e Canadá. As incertezas sobre o impacto dessas taxas no comércio global têm causado volatilidade nos mercados e levado a reações de diversos países, incluindo o Brasil.
No Brasil, o Senado aprovou um projeto que autoriza o governo a retaliar nações que imponham barreiras comerciais aos produtos brasileiros. A decisão foi tomada após o país ser citado como alvo das novas tarifas americanas. O movimento reflete a tensão crescente no cenário comercial internacional, com possíveis efeitos ainda incertos para as economias envolvidas.