As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos foram classificadas como um “golpe severo” para a economia global, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A medida, que afeta aliados tradicionais, foi defendida pelo governo americano como necessária, mas críticos argumentam que ela pode elevar preços e causar instabilidade no comércio internacional. A Associação da Indústria Automotiva Alemã (VDA) alertou que as tarifas prejudicarão principalmente os consumidores americanos e representam uma ruptura com a ordem comercial global baseada em regras.
O setor automotivo alemão, um dos mais afetados pela decisão, destacou que a mudança mina a criação de valor em cadeias globais e o crescimento econômico em várias regiões. Em comunicado, a VDA afirmou que a política não reflete um “América primeiro”, mas sim um “América isolada”, pedindo que a União Europeia responda com união e firmeza, sem abandonar a disposição para diálogo.
Especialistas apontam que as tarifas podem desencadear uma reação em cadeia, com outros países adotando medidas semelhantes, o que aumentaria as tensões comerciais. Enquanto isso, a UE busca equilibrar uma resposta contundente com a preservação de negociações, evitando uma escalada que prejudique ainda mais a economia mundial. O cenário coloca em xeque o futuro da cooperação internacional em um momento de crescente protecionismo.