A Academia Naval dos Estados Unidos retirou cerca de 400 livros de sua biblioteca após receber ordens do Departamento de Defesa para revisar e eliminar obras que promovem diversidade, equidade e inclusão (DEI). A decisão faz parte de um esforço mais amplo do governo para remover conteúdo relacionado a DEI de agências federais, incluindo políticas, programas e materiais educacionais. A lista dos livros removidos ainda não foi divulgada, mas a ação ocorreu pouco antes de uma visita já programada de um alto funcionário do governo, sem relação direta com a revisão.
Outras academias militares, como as da Força Aérea e de West Point, também revisaram seus currículos, mas a Academia Naval foi alvo de atenção repentina após um relatório da mídia destacar que ainda mantinha livros sobre DEI. Enquanto isso, a Academia da Força Aérea afirmou que está em processo de revisão de seus materiais, e West Point confirmou que está pronta para avaliar o acervo da biblioteca, se necessário. As instituições afirmam estar cumprindo ordens executivas e políticas do Departamento de Defesa.
A medida gerou controvérsia, especialmente após a remoção acidental de fotos de graduadas judias ilustres durante os preparativos para a visita do secretário. As imagens foram rapidamente recolocadas, e a Marinha emitiu um comunicado reconhecendo o erro. A falta de clareza sobre a interpretação da política DEI tem causado confusão, levando a críticas de legisladores e cidadãos, especialmente após a exclusão de referências a heróis militares e eventos históricos em plataformas oficiais. Algumas dessas postagens foram restauradas após repercussão pública.