O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os Estados Unidos mantêm uma posição comercial vantajosa em relação ao Brasil, destacando o superávit norte-americano de US$ 7 bilhões em bens em 2024. Durante agenda em Paris, Haddad ressaltou que os EUA são superavitários tanto em bens quanto em serviços, e expressou surpresa diante da possibilidade de retaliações injustificadas, uma vez que os dois países têm dialogado para fortalecer a cooperação bilateral. Um grupo de trabalho foi criado em março para discutir tarifas, com reuniões virtuais envolvendo representantes de ambos os lados.
O ministro também mencionou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como um passo importante para o multilateralismo, destacando a complementaridade econômica e o potencial para aumentar a competitividade agrícola e industrial. Enquanto isso, os EUA acusaram o Brasil de protecionismo em um relatório recente, listando oito barreiras comerciais, incluindo taxações desiguais e restrições a produtos. O anúncio de tarifas recíprocas pelo governo norte-americano estava previsto para esta quarta-feira (2), conforme declarado pelo secretário do Tesouro dos EUA.
A situação coloca incertezas sobre o futuro das relações comerciais globais, com o Brasil mantendo sua estratégia de negociação. Haddad enfatizou a importância de diálogos construtivos para evitar medidas que possam prejudicar a parceria econômica entre os dois países, enquanto o mundo acompanha os desdobramentos das políticas tarifárias dos EUA.