A ministra do Meio Ambiente destacou a importância da transição energética para enfrentar o aquecimento global, em meio a um verão que está entre os mais quentes da história. Ela expressou preocupação com os efeitos de uma possível guerra tarifária após o anúncio de novas taxas sobre importações brasileiras pelos Estados Unidos, afirmando que isso poderia desviar recursos destinados ao financiamento de ações climáticas. A medida, segundo ela, mina a cooperação multilateral e cria insegurança, prejudicando esforços globais.
Em reação às tarifas, o Congresso brasileiro aprovou um projeto que autoriza a taxação de produtos estrangeiros, enquanto o governo defendeu a reciprocidade nas relações comerciais. A ministra ressaltou que conflitos econômicos distraem da urgência de combater crises como mudanças climáticas, pobreza e perda de biodiversidade. Ela participou de um encontro com ministros do Brics, grupo que pode fortalecer iniciativas climáticas diante da ausência dos EUA em acordos internacionais.
A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e suas políticas negacionistas geraram preocupações sobre o esvaziamento da COP 30, marcada para ocorrer no Brasil. Organizadores da conferência apostam em blocos como o Brics para avançar em temas como financiamento climático, em um momento crítico para o planeta. A ministra defendeu maior cooperação internacional, alertando que disputas comerciais só agravam os desafios ambientais.