O Ministério da Fazenda solicitou detalhes ao Reino Unido sobre o processo administrativo que resultou no veto à atuação da casa de apostas Stake no país europeu. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Brasil avalia a possibilidade de ações fiscalizatórias contra a empresa, que opera no mercado nacional com licença definitiva. A investigação britânica foi motivada por campanhas polêmicas envolvendo promoção a jovens universitários e suspeitas de operações com criptomoedas, práticas restritas no Reino Unido.
A Stake afirma que encerrou voluntariamente seu acordo com a operadora terceirizada no Reino Unido em fevereiro de 2025, destacando que sua licença no Brasil foi obtida em conformidade com a legislação local. A empresa mantém patrocínios globais, incluindo o Everton, da Premier League, e o Juventude, no Brasil. No entanto, o clube inglês já solicitou que a marca não utilize suas imagens em campanhas, após alertas da Comissão de Jogos de Azar britânica sobre riscos de promover casas sem licença.
A Secretaria de Prêmios e Apostas brasileira destacou que a operadora investigada no Reino Unido não é a mesma que atua no Brasil, embora façam parte do mesmo grupo econômico. A pasta aguarda informações adicionais para decidir sobre medidas fiscalizatórias, conforme exigido pela regulamentação nacional. A Stake reiterou que sua saída do mercado britânico não impacta suas operações autorizadas no Brasil.