Joelle Pineau, chefe de pesquisa em inteligência artificial da Meta, anunciou que deixará o cargo em 30 de maio após oito anos na empresa. Em publicação no LinkedIn, ela destacou a importância de abrir espaço para novos profissionais darem continuidade ao trabalho desenvolvido na big tech, expressando confiança na capacidade da equipe de criar sistemas de IA avançados e responsáveis. Pineau, que também é professora na Universidade McGill, no Canadá, planeja tirar um período para reflexão antes de embarcar em novos projetos.
Sua saída ocorre em um momento estratégico para a Meta, que aguarda a aprovação da Comissão Europeia para lançar sua ferramenta de IA, a MetaAI, no bloco. A empresa precisa enviar um relatório de risco para garantir conformidade com o Digital Services Act (DSA), que exige transparência e segurança em plataformas digitais. Um porta-voz da Comissão afirmou que a análise será rigorosa para evitar riscos à União Europeia. A expansão, já adiada em 2023 devido a restrições sobre o uso de dados de usuários, enfrenta novos desafios regulatórios.
Além disso, a Meta avança com o Projeto Waterworth, uma ambiciosa infraestrutura global de cabos submarinos que conectará cinco continentes, incluindo regiões como Brasil, Índia e África do Sul. Com cabos instalados em profundidades de até 7 km, a iniciativa busca fortalecer a conectividade digital em escala mundial. Enquanto isso, a MetaAI já opera nos EUA, Índia e Reino Unido, mas sua chegada à Europa ainda depende de aval regulatório.