As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quarta-feira (2) com leves altas, especialmente nos contratos de prazo mais longo, refletindo a cautela dos investidores diante da iminente divulgação das novas tarifas de importação dos EUA. O dólar manteve-se em alta frente ao real durante a maior parte do dia, enquanto os rendimentos dos Treasuries norte-americanos subiam entre 3 e 5 pontos-base. O mercado global aguardava o anúncio do governo dos EUA, marcado para as 17h (horário de Brasília), que poderia impactar economias emergentes, incluindo o Brasil.
No cenário interno, as falas de autoridades econômicas, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ficaram em segundo plano. Galípolo destacou a necessidade de reformas para melhorar a transmissão da política monetária no Brasil, enquanto Tebet afirmou que o governo está tranquilo e preparado para lidar com as medidas dos EUA por meio da diplomacia. O mercado de opções do Copom, por sua vez, precificava maior probabilidade de alta de 50 pontos-base na Selic em maio.
Os contratos de DI para janeiro de 2026 e 2027 registraram pequenos aumentos, com o primeiro fechando a 15,005% e o segundo a 14,845%. Já os prazos mais longos, como janeiro de 2031 e 2033, também tiveram altas modestas. A incerteza global influenciou a curva de juros brasileira, com investidores adicionando um prêmio de risco às operações. O Treasury de dez anos, referência global, subiu para 4,199%, reforçando o clima de expectativa antes do anúncio das tarifas.