As primeiras reações ao anúncio de tarifas recíprocas foram predominantemente negativas, com os mercados globais demonstrando preocupação com o impacto na economia mundial. Empresas de tecnologia, como a Apple, registraram quedas significativas em suas ações, refletindo tarifas elevadas sobre importações de regiões como China e Taiwan. Consultorias alertaram para possíveis danos à cadeia de suprimentos, enquanto as bolsas europeias operaram em níveis mínimos em quase dois meses, com destaque para quedas em empresas alemãs, como a Adidas.
O Brasil foi um dos menos afetados, com tarifas de 10%, o que pode conferir vantagem competitiva. No entanto, especialistas destacam que o país não está imune aos efeitos indiretos de uma possível recessão nos Estados Unidos. O governo brasileiro criticou as medidas, acusando violações de acordos comerciais internacionais, e aprovou uma lei de reciprocidade para contestar as tarifas.
Analistas temem que as medidas possam levar à estagflação nos EUA, combinando recessão e inflação. O mercado já reflete esse cenário, com quedas nos índices futuros e no preço do petróleo. Há expectativas de que o Federal Reserve reduza as taxas de juros para mitigar os danos, enquanto consultorias avaliam que o impacto das tarifas foi maior do que o previsto, com uma média ponderada de 19,1%.