O anúncio de tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos provocou uma onda de desvalorizações em mercados ao redor do mundo. Bolsas de Valores, como Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, registraram quedas superiores a 3%, com destaque para empresas de tecnologia, como Apple, Amazon e Meta, que caíram quase 10%. O temor de uma guerra comercial e o risco de recessão nos EUA levaram investidores a reduzir exposição em ativos americanos, refletindo também no dólar, que atingiu seu menor valor desde outubro de 2024.
Na Europa e na Ásia, os índices acionários também recuaram, com Frankfurt, Paris e Tóquio registrando perdas acima de 2%. No Brasil, o Ibovespa ficou próximo da estabilidade, influenciado por tarifas menores comparadas a outros países. Commodities como o petróleo tiveram queda de mais de 6%, enquanto o dólar recuou 1,20%, fechando a R$ 5,62. Economistas destacaram que o movimento reflete a busca por mercados emergentes mais líquidos, como o brasileiro, diante da incerteza global.
Apesar das reações negativas, o presidente americano minimizou o impacto, afirmando que a economia do país está forte e aberta a negociações. Enquanto isso, líderes de outras nações, como México e Canadá, sinalizaram interesse em diversificar parcerias comerciais, evidenciando a preocupação com os efeitos prolongados das medidas tarifárias. O cenário deixou investidores em alerta, com análises apontando para riscos de inflação e desaceleração econômica nos próximos meses.