Os mercados de ações dos Estados Unidos registraram perdas significativas, somando US$ 5,4 trilhões em apenas dois dias, após a imposição de tarifas comerciais e as retaliações da China. O índice S&P 500 recuou 6% em um único dia, marcando a maior queda semanal desde o início da pandemia, enquanto o Nasdaq Composite entrou em território de bear market, com queda superior a 20% em relação ao pico de dezembro. Na Europa e na Ásia, os índices também tiveram desempenho negativo, refletindo o clima de incerteza global.
A situação se agravou com o anúncio da China de tarifas de 34% sobre importações dos EUA, alimentando temores de uma recessão mundial. O presidente do Federal Reserve expressou preocupação com os impactos das medidas, destacando riscos de inflação mais alta e crescimento econômico mais lento. Embora o relatório de emprego nos EUA tenha surpreendido positivamente, os investidores focaram nos riscos geopolíticos, migrando para ativos mais seguros, como títulos do Tesouro americano.
Os mercados de commodities também foram atingidos, com quedas expressivas no petróleo Brent e WTI, além de recuos no preço do cobre, indicador importante da saúde industrial global. A volatilidade, medida pelo índice VIX, atingiu níveis não vistos desde 2020. O cenário de aversão ao risco pressionou os rendimentos dos títulos de 10 anos, que caíram para patamares mínimos em anos, sinalizando a intensidade da crise de confiança nos mercados.