As bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira (4) em queda, refletindo os temores sobre os efeitos econômicos das recentes tarifas impostas pelo governo dos EUA e possíveis retaliações. O índice Nikkei, em Tóquio, caiu 2,75%, atingindo seu menor patamar desde agosto do ano passado, pressionado por incertezas sobre o crescimento global e a política monetária do Banco do Japão. Mercados como China continental, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechados devido a um feriado, enquanto a Coreia do Sul registrou queda de 0,86%, ignorando a decisão judicial que confirmou a remoção de seu presidente.
Na Oceania, a bolsa australiana entrou em território de correção, com perdas acumuladas superiores a 10% desde seu último pico. O S&P/ASX 200 recuou 2,44%, refletindo o clima negativo que se espalhou pelos mercados da região. O fraco desempenho segue a tendência de Wall Street, que registrou quedas de quase 6% no dia anterior, a maior desde março de 2020, após o anúncio das tarifas comerciais.
O cenário de instabilidade foi amplificado pelas incertezas em torno das medidas protecionistas e seus impactos no comércio global. Setores como chips e finanças lideraram as perdas no Japão, enquanto o petróleo também fechou em forte queda, sinalizando preocupações com a escalada das tensões comerciais. O mercado segue atento aos desdobramentos, que podem influenciar a trajetória das economias asiáticas e globais nos próximos meses.