Os juros futuros fecharam em forte baixa após o anúncio de novas tarifas pelos EUA, que pressionaram as curvas de juros globais. Investidores buscaram refúgio em Treasuries, reduzindo os rendimentos, enquanto o mercado comemorou a taxa mínima de 10% aplicada ao Brasil. A curva de juros doméstica reflete apostas em um ciclo de alta da Selic mais curto, com possibilidade de cortes ainda em 2023, influenciado pelo temor de recessão global e pela desaceleração econômica.
Os contratos de DI caíram significativamente, com o DI para janeiro de 2027 recuando de 14,84% para 14,37%. Apesar da alívio inicial, persistem incertezas sobre uma possível guerra comercial, especialmente com China e União Europeia, que podem impactar a economia brasileira devido à forte relação com a China. O governo brasileiro sinalizou que tomará medidas de reciprocidade, baseadas na legislação aprovada pelo Congresso e nas regras da OMC.
Analistas destacam que o comportamento da curva de juros sugere que o Brasil está em posição relativamente melhor que outros mercados, com juros altos e perspectiva de apreciação cambial. Há expectativa de que o Copom encerre o ciclo de alta em maio, com possibilidade de cortes já no segundo semestre. O Tesouro Nacional aproveitou o cenário para aumentar emissões prefixadas, com demanda robusta, refletindo a mudança no cenário de juros global e doméstico.