Os juros futuros fecharam em forte baixa após o anúncio de novas tarifas pelo presidente dos EUA, que derrubou as curvas de juros globais. Investidores buscaram refúgio em Treasuries, pressionando os rendimentos para baixo devido ao temor de recessão. O mercado comemorou o fato de o Brasil ter sido taxado pela alíquota mínima de 10%, mas permanece atento aos desdobramentos de uma possível guerra comercial, especialmente diante das reações esperadas de China e União Europeia.
No Brasil, os contratos de DI caíram significativamente, refletindo expectativas de um ciclo de alta da Selic mais brando e até mesmo antecipação de cortes ainda em 2023. Economistas destacam que, apesar dos riscos globais, o país se destaca por oferecer juros elevados e perspectiva de apreciação cambial. A curva de juros já precifica uma possível pausa no ciclo de alta em maio, com chance residual de corte em novembro, segundo projeções do banco BMG.
O Tesouro Nacional aproveitou o cenário para aumentar as emissões de prefixados, com demanda robusta nos leilões. Analistas ressaltam que a mudança nas curvas de juros, tanto no exterior quanto no Brasil, criou espaço para essa retomada. No entanto, alertam que eventuais impactos na economia chinesa podem afetar o Brasil, dada a forte correlação entre os dois países.