Geraldo Enrico Tigre Herzog, um menino autista de 11 anos, descobriu nas abelhas-sem-ferrão uma forma única de se conectar com o mundo. Sua paixão por esses insetos, que começou ao acompanhar o pai, um meliponicultor, transformou-se em uma ferramenta de socialização. Na clínica onde faz terapia, ele compartilha seu conhecimento com colegas e profissionais, usando as abelhas como um meio de interação e aprendizado sobre tolerância e cuidado com o meio ambiente.
O interesse de Geraldo pelas abelhas não só o ajudou a superar o medo, mas também se tornou um canal para desenvolver habilidades socioemocionais. A psicóloga que o acompanha desde a infância destacou como o tema das abelhas facilitou sua comunicação e integração, servindo de ponte para analogias sobre paciência e respeito. Além disso, a família e a clínica viram na paixão do menino uma oportunidade para envolver outras crianças em atividades sensoriais e educativas.
Em Vitória, um novo circuito sensorial foi inaugurado no Dia Mundial do Autismo, incluindo um jardim com abelhas-sem-ferrão, inspirado na trajetória de Geraldo. O projeto, uma parceria entre a prefeitura e a associação de meliponicultores, visa oferecer às crianças autistas uma experiência imersiva na natureza. Para o pai do menino, a iniciativa representa a realização de um sonho: unir sua paixão pelas abelhas à inclusão do filho e de outras crianças atípicas na sociedade.