A pesquisa Genial/Quaest revelou um aumento na desaprovação do governo, que subiu de 49% para 56% entre janeiro e março deste ano. Aliados do governo, como o presidente nacional do PT, afirmam que a queda na popularidade já estancou e apostam em medidas recentes—como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, o fim da jornada 6×1 e o crédito consignado—para reverter o cenário. Além disso, destacam que a troca no comando da Secretaria de Comunicação (Secom) busca corrigir falhas na divulgação das ações governamentais, vista como um dos principais obstáculos para melhorar a imagem da administração.
Senadores governistas reconhecem que a inflação, especialmente no preço de itens básicos como ovos e café, tem impactado negativamente a percepção da população. Eles argumentam, porém, que outros indicadores—como geração de empregos, resultados da safra agrícola e o programa Minha Casa Minha Vida—mostram avanços. A oposição, por outro lado, atribui a insatisfação popular a erros na política econômica, citando a queda no poder de compra, juros altos e uma agenda fiscal problemática como fatores determinantes para a desaprovação.
Apesar das críticas, aliados do governo mantêm otimismo, afirmando que há tempo e ações em curso para reverter o quadro. Programas sociais, como o “pé de meia,” ainda não surtiram o efeito esperado, mas a expectativa é que as medidas econômicas e ajustes na comunicação possam melhorar a avaliação pública nos próximos meses.