O Hamas optou por não responder à contraproposta de Israel para um cessar-fogo em Gaza, mantendo-se alinhado ao plano apresentado por mediadores do Egito e do Catar. A proposta, baseada em um acordo de janeiro, previa um cessar-fogo de 50 dias, a libertação de reféns israelenses e de prisioneiros palestinos, além da suspensão de operações militares e a abertura de corredores humanitários. Israel, por sua vez, afirmou ter apresentado sua contraproposta em coordenação com os EUA, mas continuou a expandir suas operações em Gaza, retomando ações terrestres em março.
O acordo em discussão inclui três fases, com a segunda etapa focada na libertação dos reféns restantes e na retirada das tropas. Enquanto o Hamas insiste que qualquer proposta deve permitir avançar para a segunda fase, Israel propôs estender a primeira fase de 42 dias. As negociações ocorrem em meio a um conflito que já causou milhares de vítimas, iniciado após um ataque a comunidades israelenses em outubro de 2023.
Enquanto as partes buscam uma solução, a situação humanitária em Gaza permanece crítica, com relatos de destruição generalizada e dificuldades no acesso a ajuda essencial. O conflito continua a gerar repercussões internacionais, com pressão para que ambos os lados aceitem um cessar-fogo duradouro e medidas que garantam a segurança e os direitos das populações afetadas.