O leilão de reserva de capacidade, marcado para 27 de junho, está sob risco de cancelamento devido ao alto nível de judicialização. A 17ª Vara Federal do Distrito Federal suspendeu o certame até que uma audiência pública seja realizada, seguindo uma série de ações judiciais que questionam os termos do edital. O Ministério de Minas e Energia avalia adiar o leilão e marcar um novo ainda em 2025, buscando evitar mais conflitos legais.
O certame tem como objetivo contratar usinas termelétricas e hidrelétricas, novas ou existentes, para garantir o suprimento de energia entre 2025 e 2030, com contratos de 10 a 15 anos. Esses leilões são essenciais para aumentar a confiabilidade do sistema elétrico, especialmente diante do crescimento de fontes intermitentes, como eólica e solar, que não geram energia de forma constante. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) alerta desde 2020 sobre a necessidade de contratar usinas de reserva para equilibrar a oferta.
Com o aumento da demanda durante a noite, quando a geração solar diminui e a eólica ainda não atinge seu pico, o Operador Nacional do Sistema (ONS) prevê picos de consumo que exigirão despachos térmicos elevados. Em um cenário de escassez hídrica, as termelétricas se tornam ainda mais críticas. O cancelamento ou adiamento do leilão, portanto, pode impactar a segurança energética do país nos próximos anos.