A junta militar que governa Mianmar declarou um cessar-fogo temporário nos confrontos contra grupos armados opositores, com o objetivo de facilitar os esforços de recuperação após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o país na semana passada. O acordo, válido até 22 de abril, busca acelerar a ajuda humanitária e a reconstrução, além de manter a estabilidade na região. O tremor, que deixou quase 2.900 mortos, foi sentido até em Bangcoc, na Tailândia, a 1.000 quilômetros do epicentro.
Equipes de resgate relatam que um terço das casas foi destruído em algumas áreas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O impacto do desastre foi tão intenso que um edifício de 30 andares em construção desabou na capital tailandesa, matando 22 pessoas e deixando mais de 70 possivelmente soterradas. Socorristas continuam trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes, enquanto a população local enfrenta desafios para reconstruir suas vidas.
Apesar do cessar-fogo, a junta militar afirmou que retomará suas atividades de defesa contra os grupos rebeldes após o período de trégua. A medida temporária visa amenizar as consequências do terremoto, mas a situação humanitária permanece crítica, com milhares de desabrigados e infraestruturas essenciais destruídas. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, enquanto as operações de resgate e ajuda seguem em curso.