Uma semana após ser absolvido pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) de uma condenação por agressão sexual, um jogador teve seus passaportes brasileiro e espanhol liberados pela Justiça. Ele estava na Espanha há mais de dois anos, incluindo períodos de detenção e liberdade condicional. A decisão ocorreu após a anulação da sentença inicial de quatro anos e seis meses de prisão, com o tribunal citando insuficiência de provas para sustentar a acusação.
O caso teve recursos paralelos que buscavam aumentar a pena, incluindo pedidos da promotoria e dos representantes da vítima, mas ambos foram anulados. O tribunal destacou divergências entre os relatos apresentados e as evidências, o que levou à absolvição. No entanto, a decisão não confirmou a inocência do jogador, apenas indicou que as provas não eram suficientes para sustentar a condenação.
O Ministério Público já anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal da Espanha, mantendo o caso em aberto. Enquanto isso, o jogador está livre para deixar o país, encerrando um capítulo prolongado no sistema judicial espanhol. A situação continua a gerar debates sobre a complexidade de casos envolvendo alegações de violência sexual e a importância de provas concretas.