O primeiro-ministro de Israel decidiu remover o chefe do Shin Bet, serviço de segurança interno, em meio a acusações de conflito de interesses. A procuradora-geral do país afirmou que a decisão foi influenciada por investigações criminais envolvendo o entorno do líder e alertou para a politização do cargo. A Suprema Corte suspendeu a demissão e marcará uma audiência para analisar recursos apresentados pela oposição e pelo Ministério Público.
O ex-chefe do Shin Bet alegou em uma carta que foi pressionado a interferir no julgamento do primeiro-ministro, pedindo adiamentos com base em supostos riscos de segurança. Ele afirmou ter recusado o pedido após consultar órgãos técnicos, o que teria levado a uma ruptura na relação de confiança entre ambos. O governo, por sua vez, negou as acusações, classificando a carta como “cheia de mentiras”.
A crise ocorre em um contexto de tensões entre o governo e agências de segurança, especialmente após falhas durante os ataques de outubro de 2023. A oposição e organizações civis suspeitam que a demissão tenha motivações políticas, já que o Shin Bet investigava supostos pagamentos estrangeiros ligados a aliados do primeiro-ministro. O caso será julgado pela Suprema Corte na próxima semana.