O primeiro-ministro israelense iniciou uma visita de quatro dias à Hungria, desafiando um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). O tribunal acusa autoridades israelenses de supostos crimes de guerra em Gaza, mas o governo húngaro já sinalizou que não cumprirá a ordem. A agenda da viagem inclui um encontro com o primeiro-ministro local e uma visita a um memorial do Holocausto, mas detalhes adicionais foram mantidos em sigilo.
A viagem ocorre em meio a tensões políticas internas, incluindo investigações sobre supostos vínculos entre assessores próximos e o Catar. Antes da partida, manifestantes se reuniram no aeroporto israelense, exibindo cartazes e faixas em protesto. Esta é a segunda vez que o líder viaja ao exterior desde a emissão do mandado pelo TPI em novembro de 2024.
Apesar de a Hungria ser membro fundador do tribunal, o governo local declarou publicamente que não cooperará com a decisão. A postura reforça as divergências entre nações sobre a jurisdição do TPI e seus desdobramentos políticos. O caso continua a atrair atenção internacional, especialmente diante do conflito em Gaza e das acusações envolvendo civis palestinos.