O primeiro-ministro israelense iniciou uma visita oficial de quatro dias à Hungria, marcando sua primeira viagem à Europa desde que o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele por supostos crimes de guerra em Gaza. A decisão do tribunal, anunciada em novembro, gerou repercussão internacional, mas o governo húngaro já havia sinalizado que não a reconheceria, garantindo que a medida não teria efeito no país.
Durante a visita, os dois líderes devem discutir relações bilaterais e outros temas de interesse comum. A Hungria, que mantém laços estreitos com Israel, reiterou sua posição contrária à decisão do tribunal, enfatizando a soberania nacional em questões jurídicas. A viagem ocorre em um momento delicado, com o conflito em Gaza ainda sem solução e sob crescente pressão internacional.
Apesar das controvérsias, a agenda diplomática segue adiante, com foco em cooperação econômica e segurança. Analistas observam que o encontro reforça a aliança entre os dois países, enquanto organizações de direitos humanos criticam a postura de ignorar decisões judiciais internacionais. O desfecho das discussões pode influenciar futuras relações entre Israel e outros membros da União Europeia.