O primeiro-ministro israelense inicia uma visita oficial de quatro dias à Hungria nesta quinta-feira, marcando sua primeira viagem à Europa desde que o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele por supostos crimes de guerra em Gaza. A viagem ocorre meses após o anúncio do tribunal, que gerou reações internacionais divergentes. O governo húngaro já havia sinalizado que não cumpriria a decisão, garantindo que a visita ocorreria sem interferências.
Apesar das controvérsias, a agenda da visita inclui discussões bilaterais sobre cooperação econômica e segurança, temas que têm aproximado os dois países nos últimos anos. A Hungria, que mantém uma postura crítica em relação a algumas políticas da União Europeia, tem sido um aliado vocal de Israel em fóruns internacionais. Analistas sugerem que a viagem reforça os laços entre as nações, mesmo diante de pressões externas.
O caso do tribunal permanece como pano de fundo, mas nenhum dos lados mencionou o assunto publicamente como obstáculo para o encontro. A postura húngara, que ignora o mandado, reflete uma tendência crescente de desafio a instituições multilaterais por parte de alguns governos. A visita segue sem incidentes, com foco nas agendas diplomáticas e econômicas previamente planejadas.