O ministro da Defesa israelense anunciou nesta quarta-feira (2) uma ampliação significativa das operações militares em Gaza, com o objetivo de tomar grandes áreas de terra que seriam incorporadas às zonas de segurança do país. A declaração mencionou o esvaziamento em larga escala da população civil das áreas de combate, além da destruição de infraestrutura e grupos considerados terroristas. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre o deslocamento dos civis ou o possível envio de tropas adicionais.
Na véspera, as autoridades militares emitiram uma ordem de evacuação para moradores de Rafah, no sul de Gaza, instruindo-os a se deslocarem para o norte. O anúncio ocorre após relatos de que Israel estaria planejando uma grande ofensiva terrestre no enclave, com dezenas de milhares de soldados envolvidos na ocupação de territórios estratégicos.
A expansão das operações reforça a intensificação do conflito, enquanto protestos contra o governo israelense ganham força internamente. A medida também ocorre em meio a aproximações bilaterais, como a eliminação de tarifas de importação com os EUA, e a escalada de tensões com grupos regionais, como o Hezbollah. A situação humanitária em Gaza segue como uma preocupação crítica, sem menção a planos concretos para a proteção de civis.