Relatos recentes destacam discrepâncias nas estatísticas de fatalidades divulgadas durante o conflito na Faixa de Gaza. Dados fornecidos por autoridades locais, amplamente utilizados por organizações internacionais, foram questionados após a exclusão silenciosa de milhares de nomes de listas anteriores, incluindo mais de mil crianças. Além disso, análises demográficas indicam que a maioria das vítimas são homens entre 13 e 55 anos, faixa etária que coincide com o perfil de combatentes, contrariando alegações anteriores de que mulheres e crianças representavam 70% dos mortos.
Um caso emblemático ocorreu em outubro de 2024, quando um ataque inicialmente atribuído a forças israelenses foi posteriormente identificado como resultado de um míssil lançado por outro grupo armado, com o número de vítimas sendo drasticamente revisado para baixo. Essas inconsistências levantaram dúvidas sobre a confiabilidade das fontes e a possível manipulação de dados para influenciar a opinião pública internacional.
Especialistas alertam que a falta de distinção entre civis e combatentes, além da inclusão de mortes não relacionadas ao conflito, pode distorcer a percepção global do conflito. A questão central permanece: até que ponto organizações internacionais devem depender de informações fornecidas por grupos envolvidos diretamente no conflito, sem verificação independente? O texto reforça a necessidade de transparência e apuração rigorosa em meio a crises humanitárias.