As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quarta-feira com ganhos modestos, especialmente nos contratos de prazo mais longo, refletindo a cautela dos investidores antes do anúncio das novas tarifas de importação dos EUA. O dólar manteve-se em leve alta frente ao real durante a maior parte da sessão, enquanto os rendimentos dos Treasuries norte-americanos subiram entre 3 e 5 pontos-base. O mercado brasileiro acompanhou o movimento global, com os DIs mais longos registrando pequenos avanços, como o contrato para janeiro de 2031, que passou de 14,731% para 14,77%.
A expectativa em torno das tarifas a serem divulgadas pelo governo dos EUA dominou os movimentos do dia, deixando em segundo plano notícias internas, como as declarações de autoridades econômicas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de reformas para melhorar os canais de transmissão da política monetária no Brasil, enquanto a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o governo está tranquilo e preparado para lidar com o impacto das medidas comerciais internacionais. O mercado, no entanto, permaneceu atento aos possíveis efeitos das tarifas sobre a inflação e o crescimento econômico.
No mercado de juros, a curva de DIs apresentou alta generalizada, com investidores precificando um prêmio devido à incerteza global. O DI para janeiro de 2027 chegou a atingir 14,93% durante a tarde, refletindo a volatilidade antes do anúncio das tarifas. Enquanto isso, as probabilidades de ajustes na taxa Selic em maio continuaram sendo precificadas, com maior chance de alta de 50 pontos-base. O cenário sugere que os investidores mantêm postura defensiva até que os impactos das medidas comerciais sejam clarificados.