O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que as empresas de tecnologia ainda resistem em compartilhar informações com as polícias mundiais, especialmente em investigações de crimes graves, como terrorismo e exploração sexual. Durante a assembleia-geral da organização no ano passado, foi aprovada uma resolução que defende o acesso a dados criptografados mediante ordem judicial, mas Urquiza destacou que as limitações persistem. Ele enfatizou a necessidade de regulamentação e cooperação, sob bases legais, para garantir que as autoridades tenham acesso a informações cruciais.
Urquiza ressaltou que a criptografia dificulta o trabalho das polícias, mesmo em casos de alta gravidade, e que o diálogo com as bigtechs tem avançado, mas ainda enfrenta resistência. Segundo ele, é essível equilibrar a privacidade dos usuários com a necessidade de investigar crimes sérios, desde que haja amparo legal. A Interpol tem atuado como mediadora nesse processo, incentivando a colaboração entre países e empresas de tecnologia.
O debate sobre a regulação das bigtechs ganhou destaque recentemente, refletindo os desafios globais em conciliar segurança e privacidade. Embora as polícias necessitem de acesso a dados para combater crimes complexos, a falta de consenso sobre os limites dessa cooperação ainda é um obstáculo. A Interpol defende que, uma vez cumpridos os requisitos legais, as empresas devem facilitar o acesso às informações, sem prejudicar investigações essenciais.