O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) interrompeu temporariamente a produção e distribuição de radiofármacos devido a tentativas repetidas de ciberataques contra seus servidores e estações de trabalho. Entre os medicamentos afetados estão substâncias críticas para diagnósticos e tratamentos, como o Iodo-131, usado em doenças da tireoide, e o Lutécio-177, empregado no combate a tumores neuroendócrinos. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) assegurou que a segurança física e radiológica não foi comprometida, mas a rede do instituto foi desconectada do ambiente externo como medida preventiva.
O setor de saúde tem sido alvo frequente de ataques cibernéticos, ocupando o terceiro lugar em incidentes de ransomware, atrás apenas de serviços e governo. A CNEN destacou que o ataque ao Ipen foi sofisticado e organizado, empregando técnicas avançadas para burlar as defesas de segurança. A investigação ainda está em andamento, e o caso está sendo tratado com prioridade máxima devido à sua complexidade e potencial impacto.
Nos últimos anos, a CNEN tem reforçado seus investimentos em segurança digital, incluindo modernização de infraestrutura, capacitação de equipes e a criação de uma área dedicada a incidentes cibernéticos. Apesar dos desafios, a comissão mantém medidas para proteger seus sistemas e garantir a continuidade dos serviços essenciais, como a produção de medicamentos radiofármacos, que devem ser retomados assim que as ações preventivas forem concluídas.