A produção industrial brasileira registrou queda de 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro, marcando o quinto mês consecutivo sem crescimento, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou abaixo das expectativas de alta de 0,4% mensal e 2,1% anual, reforçando a tendência de desaceleração do setor. O desempenho negativo acumula perda de 1,3% nos últimos cinco meses, eliminando os ganhos observados em agosto e setembro de 2024.
O cenário restritivo, com juros elevados, inflação pressionada e depreciação cambial, tem impactado a confiança de empresários e famílias, afetando a demanda. Setores como farmoquímicos, máquinas e equipamentos, e veículos automotores foram os que mais contribuíram para a queda. Enquanto isso, bens de capital e intermediários tiveram leve alta de 0,8%, mas não foram suficientes para reverter o quadro geral.
Economistas projetam que a indústria deve perder ainda mais força em 2025, alinhada à desaceleração gradual da economia brasileira. O Banco Central elevou a Selic para 14,25% ao ano em março, sinalizando mais ajustes à frente. A combinação de custos elevados, inflação e juros altos continua a desafiar a recuperação do setor, que está 15,7% abaixo do pico histórico de maio de 2011.