O consumo aparente da indústria de máquinas e equipamentos, que mede a demanda interna por bens industriais, recuou 1,8% em fevereiro em comparação com janeiro, segundo dados da Abimaq. Quando ajustado sazonalmente, a queda foi ainda maior, atingindo 4,4%. No entanto, na comparação com fevereiro de 2023, houve um crescimento expressivo de 18,3%, marcando o oitavo mês consecutivo de alta nessa base de comparação. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 5,5%, enquanto no ano o crescimento foi de 27,6%.
O setor também apresentou melhora no emprego, com um aumento de 1,7% na passagem de janeiro para fevereiro, totalizando 407,2 mil trabalhadores. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,9%, com alta de 1,3% no primeiro bimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) atingiu 77,2% em fevereiro, o melhor resultado desde abril de 2023, impulsionado por um aumento de 14,5% na receita líquida de vendas na comparação interanual.
Outro destaque foi o crescimento dos pedidos em carteira, que subiram 2,4% em fevereiro, alcançando 9,6 semanas de produção. Esse é o segundo resultado positivo consecutivo, segundo a Abimaq. Os dados indicam uma recuperação gradual do setor, apesar da queda pontual no consumo aparente no início do ano. Enquanto isso, notícias paralelas, como o aumento das reservas provadas de petróleo no Brasil e discussões sobre tarifas na Europa, também ganharam espaço no noticiário econômico.