Durante visita ao Parque Nacional do Xingu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aconselhado pelo cacique Raoni, líder do povo Kayapó, a evitar a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas. Raoni, reconhecido internacionalmente por sua luta em defesa da Amazônia, argumentou que a extração de combustíveis fósseis poderia agravar a poluição e o aquecimento global, além de representar riscos ambientais. O líder indígena reforçou sua posição com um apelo espiritual, destacando os perigos da destruição contínua do meio ambiente.
Em seu discurso, o presidente elogiou Raoni e destacou as ações do governo em prol dos povos indígenas, mas não mencionou diretamente o tema da Foz do Amazonas. Recentemente, Lula criticou os entraves do Ibama à licença para pesquisas da Petrobras na região, sinalizando uma possível divergência dentro de seu governo. Enquanto o Ministro de Minas e Energia lidera um movimento para defender a exploração na Margem Equatorial, a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apresenta resistência, reforçando a tensão entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
A Petrobras busca atender aos requisitos ambientais do Ibama após a negativa da licença em 2023, enquanto o governo parece dividido sobre o caminho a seguir. O encontro no Xingu destacou não apenas a importância dos povos indígenas na agenda política, mas também os desafios de conciliar crescimento econômico com sustentabilidade em uma das regiões mais sensíveis do planeta.