O cacique Raoni fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não autorize a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial. Durante visita à aldeia Piaraçu, no Mato Grosso, o líder indígena argumentou que a medida ajudaria a reduzir a poluição e o aquecimento global. Lula ouviu o pedido, mas não se pronunciou sobre o assunto, limitando-se a rir da observação.
A exploração na Bacia da Foz do Rio Amazonas está paralisada desde 2024, quando o Ibama negou licença ambiental à Petrobras para perfurar na região. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já manifestou confiança de que as atividades comecem ainda em 2025. A área é considerada estratégica devido a descobertas recentes de petróleo e gás em países vizinhos, como Guiana e Suriname.
A Margem Equatorial, que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá, é alvo de disputa entre ambientalistas e defensores da exploração energética. A Petrobras tem 16 poços na região, mas só possui autorização para perfurar dois. O bloco FZA-M-59, onde a licença foi negada, fica a 175 km da costa, em águas profundas. Ambientalistas alertam para os riscos ecológicos, enquanto o governo avalia os impactos econômicos da atividade.