O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,4 ponto em março, interrompendo uma sequência de quatro meses de quedas. O índice chegou a 76,3 pontos, mas, em médias móveis trimestrais, recuou 0,7 ponto, marcando a quinta queda consecutiva. Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que ainda é cedo para falar em reversão de tendência, já que o avanço não compensou plenamente as perdas anteriores.
O indicador, que combina dados das sondagens da indústria, serviços e consumo, sugere uma expectativa moderada de geração de vagas no futuro. Em março, três dos sete componentes do IAEmp tiveram desempenho positivo, com destaque para os itens relacionados aos serviços e ao emprego futuro na visão do consumidor. No entanto, a tendência dos negócios na indústria exerceu pressão negativa, puxando o resultado para baixo.
O mercado de trabalho tem mostrado resiliência, especialmente no segmento formal, mas as expectativas dos empresários apontam para uma desaceleração nos próximos meses. O cenário macroeconômico, marcado por juros elevados, inflação e confiança do consumidor em níveis baixos, indica que 2025 pode ser um ano mais desafiador para a geração de empregos.