Um torcedor do Sporting Cristal foi flagrado imitando um macaco durante a partida contra o Palmeiras na Libertadores, em Lima, repetindo um episódio semelhante ocorrido na Argentina um dia antes, envolvendo um apoiador do Talleres. A Conmebol não se pronunciou sobre os casos, que ocorrem em meio a crescente pressão por ações mais efetivas contra o racismo no futebol sul-americano. O assunto ganhou destaque após um jogador juvenil do Palmeiras relatar ter sido vítima de ataques discriminatórios em uma partida no Paraguai, onde as punições foram consideradas brandas.
Em resposta, a Conmebol criou uma força-tarefa liderada por Ronaldo Fenômeno para enfrentar o problema, enquanto a Fifa incluiu o tema em sua agenda anual. Antes dos jogos recentes, a entidade implementou um protocolo simbólico, com jogadores e árbitros posicionados no círculo central para condenar o racismo, seguido de uma mensagem de repúdio durante o intervalo. A iniciativa busca reforçar que o futebol deve ser um ambiente livre de ódio e violência.
Apesar das medidas, a repetição de incidentes racistas em estádios mostra os desafios persistentes no combate à discriminação. A expectativa agora é por punições mais severas e ações concretas para coibir esses comportamentos, com o esporte servindo como plataforma para promover a inclusão e o respeito.