Um torcedor do Sporting Cristal foi flagrado imitando um macaco em direção à torcida do Palmeiras durante partida da Libertadores em Lima, apenas um dia após episódio semelhante envolvendo um apoiador do Talleres, da Argentina, contra torcedores do São Paulo. A Conmebol ainda não se pronunciou sobre os casos, que ocorrem em meio a crescente pressão por ações mais efetivas contra o racismo no futebol sul-americano. O assunto ganhou destaque após um jogador juvenil do Palmeiras relatar ter sido vítima de ataques discriminatórios no Paraguai, caso que resultou em punição branda ao time adversário.
Em resposta, a Conmebol criou uma força-tarefa liderada por Ronaldo Fenômeno para enfrentar o problema, enquanto a Fifa incluiu o tema em sua agenda anual. Antes dos jogos recentes, a entidade implementou um protocolo simbólico: atletas e árbitros se posicionam no círculo central por 20 segundos em um gesto de repúdio ao racismo e à violência. Durante o intervalo, locutores reforçam a mensagem de que o futebol deve ser um espaço livre de ódio, mantendo a bola parada como símbolo de resistência.
A iniciativa busca transmitir um recado claro de intolerância a atos discriminatórios, mas a ausência de punições severas até o momento levanta dúvidas sobre sua eficácia. Enquanto isso, a expectativa por medidas mais duras cresce, refletindo a urgência de transformar o discurso em ações concretas.