A decisão do governo dos EUA de impor uma tarifa média de 10% sobre produtos brasileiros, anunciada nesta quarta-feira, 2, é vista como lamentável do ponto de vista global, mas pode abrir oportunidades para a inserção comercial do Brasil. Segundo a FecomercioSP, a medida, embora desafiadora, coloca o país em uma posição vantajosa em relação a outras nações que enfrentarão maiores dificuldades para acessar o mercado americano. A entidade defende que o Brasil aproveite o momento para negociar acordos bilaterais, reduzir tarifas e simplificar processos aduaneiros, fortalecendo sua presença internacional.
A FecomercioSP sugere que o Brasil expanda suas relações comerciais, especialmente com Japão, China e União Europeia, mercados que podem se tornar alternativas estratégicas diante das barreiras impostas pelos EUA. O momento é considerado ideal para diversificar parcerias e aumentar a participação brasileira nesses polos econômicos. Além disso, a entidade ressalta que a elevação das tarifas pode beneficiar o país se houver uma resposta ágil e bem planejada por parte do governo e do setor privado.
Por outro lado, a medida americana deve gerar impactos negativos nos próprios EUA, como inflação nos preços de bens básicos e custos mais altos para cadeias produtivas dependentes de aço importado. Commodidades essenciais também ficarão mais caras, afetando diretamente o orçamento das famílias de baixa renda. Enquanto isso, o Brasil tem a chance de se reposicionar no cenário global, buscando novos mercados e reduzindo sua dependência de um único destino comercial.