O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta sobre os riscos significativos que as tarifas impostas pelos Estados Unidos podem representar para a economia global. Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, advertiu contra retaliações às medidas, enquanto o presidente norte-americano insistiu que os mercados iriam se recuperar após o anúncio das tarifas. No entanto, os mercados globais já reagiram negativamente, com perdas de US$ 2,5 trilhões em Wall Street, refletindo a preocupação com o impacto dessas medidas.
Um grupo jurídico conservador, a New Civil Liberties Alliance, entrou com a que seria a primeira ação judicial buscando bloquear as tarifas sobre importações chinesas, argumentando que o presidente excedeu sua autoridade. A ação, movida em um tribunal federal na Flórida, alega que a imposição das tarifas viola a separação de poderes constitucional e usurpa a competência do Congresso para controlar tarifas comerciais. Economistas também criticaram os cálculos por trás das medidas, classificando-os como falhos e pouco realistas.
O clima de incerteza gerado pelas tarifas tem levado a turbulências nos mercados financeiros, com analistas destacando possíveis consequências de longo prazo para o comércio global. Enquanto isso, a disputa legal e política em torno das medidas pode prolongar-se, aumentando a volatilidade econômica e afetando relações internacionais. O caso reforça debates sobre os limites do poder executivo em matéria de política comercial e seus efeitos na economia mundial.