O Ibovespa encerrou o pregão regular praticamente estável, com leve alta de 0,03%, enquanto os investidores aguardavam o anúncio das medidas tarifárias pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, o índice futuro INDJ25, com vencimento em abril, viveu uma montanha-russa: subiu 1,53% no início do discurso, mas recuou após os detalhes das tarifas, fechando em queda de 0,69%. O mercado reagiu à volatilidade, especialmente com a imposição de alíquotas mínimas de 10% para importações de vários países, incluindo o Brasil, e taxas mais altas para nações como China (34%) e União Europeia (20%).
O dólar futuro também apresentou volatilidade, fechando em alta de 0,14%, após operar em queda durante parte do dia. Analistas destacaram que o impacto direto no Brasil pode ser limitado, já que o comércio com os EUA não é o mais relevante, mas há expectativa de ganhos indiretos, como maior demanda por commodities brasileiras diante de possíveis retaliações de outros países. Por outro lado, o risco de pressões inflacionárias nos EUA e a cautela do Fed com cortes de juros foram pontos de atenção.
Especialistas avaliam que as medidas podem gerar incertezas no curto prazo, com potencial para aumentar custos e reduzir lucros corporativos, mas o governo Trump deve calibrar as tarifas para evitar uma recessão. A volatilidade nos mercados deve persistir enquanto novos desdobramentos surgirem, com possíveis revisões de expectativas para resultados das empresas e migração de fluxos para ativos defensivos.