O governo da Hungria declarou que iniciará o processo de saída do Tribunal Penal Internacional (TPI), horas após a chegada de um líder estrangeiro em visita oficial ao país. O anúncio foi feito pelo chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, que afirmou que o procedimento seguirá os requisitos constitucionais e legais internacionais. A decisão ocorre em um momento delicado, já que o TPI recentemente emitiu mandados relacionados a alegações de crimes em conflitos no Oriente Médio.
A visita do líder estrangeiro à Hungria gerou repercussão internacional, embora as autoridades húngaras tenham evitado comentar diretamente sobre os mandados do tribunal. O país, conhecido por suas posições independentes em questões globais, reforçou sua postura crítica em relação a instituições internacionais, alinhando-se a uma tendência observada em outras nações nos últimos anos.
Especialistas apontam que a decisão pode afetar as relações diplomáticas da Hungria, especialmente com aliados tradicionais na União Europeia. Enquanto isso, o governo húngaro mantém que a medida visa proteger a soberania nacional, sem mencionar especificamente o contexto da visita recente. O caso reacende o debate sobre o papel de cortes internacionais em conflitos geopolíticos complexos.