O grupo hoteleiro francês Accor alertou que as reservas de turistas europeus para os EUA caíram 25% neste verão, com viajantes optando por destinos como Canadá, América do Sul e Egito. O CEO Sébastien Bazin atribuiu o declínio ao clima político desencorajador, mencionando que relatos de detenções nas fronteiras criaram uma percepção negativa. A desaceleração é mais acentuada do que a queda de 18%-20% registrada nos primeiros três meses do ano, afetando propriedades emblemáticas, como o The Plaza, em Nova York.
Além do setor hoteleiro, companhias aéreas também sentiram o impacto, com a Air Canada reportando queda de 10% nas reservas entre cidades canadenses e americanas. Analistas apontam que a incerteza econômica e as tensões comerciais contribuíram para a redução no fluxo de turistas. A Virgin Atlantic também destacou enfraquecimento nas viagens do Reino Unido para os EUA, levando a quedas nas ações de empresas aéreas de longo curso.
O fenmeno reflete um movimento mais amplo de resistência a produtos e serviços americanos, impulsionado por medidas comerciais e declarações polêmicas. Enquanto executivos de algumas companhias aéreas europeias afirmam não ter observado mudanças significativas na demanda, o cenário atual sugere uma pressão crescente sobre o lucrativo corredor transatlântico, com implicações para o turismo e a aviação.