Um dos casos mais famosos da história criminal britânica, frequentemente considerado o primeiro assassinato moderno, ganha nova análise. O crime, ocorrido em 1910, envolveu um médico que envenenou sua esposa para se relacionar com outra pessoa. O que poderia ser apenas mais um triângulo amoroso tornou-se um fenômeno internacional devido à forma como o criminoso foi capturado.
Após esconder os restos mortais da vítima em sua casa em Londres, o médico fugiu disfarçado para o Canadá com sua companheira. A cobertura midiática foi tão intensa que o capitão de um navio identificou os fugitivos, apesar da tentativa fracassada de se passarem por pai e filho. A tecnologia emergente da época, o telégrafo sem fio, permitiu que as autoridades fossem alertadas, desencadeando uma perseguição transatlântica.
A captura, amplamente acompanhada pelo público através dos jornais, marcou um momento único na história criminal. A combinação de um crime chocante, uma fuga audaciosa e o uso pioneiro da comunicação rápida transformou o caso em um espetáculo midiático, antecipando o fascínio moderno por histórias verdadeiras de crimes.