Um arbusto de ligustro, que servia como cerca viva entre dois jardins frontais, foi removido após anos de declínio. A planta, que antes demarcava o limite entre as propriedades, também revelava diferenças nos cuidados com os jardins: de um lado, a manutenção era impecável, com podas precisas; do outro, o crescimento era mais despojado e irregular. Com o tempo, o ligustro começou a morrer, e a esperança de que se recuperasse naturalmente mostrou-se infundada.
A situação exigiu uma conversa entre os vizinhos para decidir o destino da cerca. A remoção do arbusto expôs uma diferença visual ainda mais marcante entre os dois espaços, antes parcialmente ocultos pela vegetação. Enquanto um jardim mantinha seu aspecto organizado, o outro exibia um estilo mais livre, quase selvagem.
A ausência do ligustro não só eliminou a barreira física, mas também destacou como pequenas escolhas de manutenção podem transformar a percepção de um espaço compartilhado. O contraste, agora visível, serve como um lembrete sutil das preferências individuais que moldam ambientes urbanos.