O Guarani completa 114 anos de história nesta quarta-feira (02), marcados por conquistas como o título brasileiro de 1978 e uma semifinal na Libertadores, mas agora encara o desafio de recomeçar na Série C do Campeonato Brasileiro. Após quase uma década longe da terceira divisão, o clube busca o acesso à Série B, mas enfrenta obstáculos financeiros e estruturais que exigem planejamento cuidadoso. Sob a liderança do presidente Rômulo Amaro, o Conselho de Administração tem priorizado contratações estratégicas, como o jovem meia japonês Ryuta Takahashi, visando montar um elenco equilibrado entre experiência e promessas.
Paralelamente, o Guarani avança na discussão sobre a adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), visto como um passo essencial para modernizar a gestão e atrair investidores. O clube contratou a Ernst & Young para estudos de viabilidade, alinhando-se a tendências do futebol brasileiro. Outro projeto em andamento é a construção de um novo estádio, fruto de um acordo judicial relacionado à venda do Brinco de Ouro, que inclui também um centro de treinamento e um clube social para associados.
Com um momento decisivo em sua trajetória, o Guarani equilibra as expectativas esportivas na Série C com transformações institucionais que podem definir seu futuro. A torcida, apesar das dificuldades, mantém a esperança de ver o clube retornar aos grandes palcos do futebol nacional, enquanto a diretoria trabalha para consolidar uma base sustentável a longo prazo.